[RP Fechada] i have questions for you.

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Mensagem por Zhao Ya Hui em Qua Mar 06, 2019 5:32 pm
is it my fault?

RP FECHADA entre ZHAO YA HUI e GUO YI JIE, sendo iniciada por YA HUI. A RP se passa em 29.10.2029, no café preferido da Guo em MAHONOMURA, às 9:30 PM e o clima é FRIO. O conteúdo é LIVRE. A postagem está EM ANDAMENTO.
Zhao Ya Hui
Ryujin
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Mensagem por Zhao Ya Hui em Qua Mar 06, 2019 5:46 pm
I have questions for you.
I feel doomed in hotel rooms, staring straight up at the wall.

Estarei lá em, no máximo, trinta minutos. Beijinhos, Jie. Ya Hui suspirou profundamente ao desligar a ligação e fitou a tela do aparelho por mais tempo que ela gostaria de admitir que ficou. Jogou o corpo para trás, descansando as costas no apoio do sofá, e cruzou as pernas. Agora seu olhar perdido, distante e confuso, fixava o nada, o vazio presente à sua frente. Poucas eram as pessoas que Ya Hui se preocupava de fato, e Yi Jie era uma dessas que detinham suas benquerenças e preocupações. Contudo, há algum tempo a menor não respondia suas mensagens ou retornava suas ligações, e isso inquietava a garota Zhao. Hui prendeu o lábio inferior entre os dentes, isso não estava nem de longe certo. Yi Jie nunca fora de sumir sem dar explicações, principalmente para a sua melhor amiga, entretanto, a menina Guo havia simplesmente desaparecido após a última festa que as duas Ryujin participaram. Ya Hui balançou a cabeça para os lados e retornou sua atenção ao aparelho eletrônico que tinha em mãos, digitando sua senha e abrindo as mensagens.

15.10.2029 – 2:34 PM
bao bao, eu preciso saber como você está.

18.10.2029 – 01:32 AM
xiao jie, aparece, por favor!

21.10.2029 – 03:19 PM
por que você não está me respondendo?
você está brava comigo?
eu te fiz algo?


23.10.2029 – 02:28 AM
eu sinto sua falta, tián xīn!
eu espero que você esteja bem.


23.10.2029 – 04:51 AM
onde você está?
não tenho notícias suas há quase duas semanas.


27.10.2029 – 08:46 AM
se houver alguma chance de você me responder...
eu continuo preocupada, yi jie.

Hui passou a língua sobre os lábios. Ela havia mandado, pelo menos, umas cinquenta mensagens. E ligado mais de cem vezes. Nenhum retorno, nenhuma palavra, nenhuma resposta veio – até aquele momento. Uma ligação inesperada, que durou pouco mais de três minutos. — Pelo menos agora eu sei que ela está viva. — Bloqueou a tela do celular e o jogou ao seu lado no sofá. — Falta ter certeza de que está bem. — A chinesa murmurou para si mesma e fechou os olhos por alguns segundos, sentindo uma grande tensão em seus ombros. — Não tenho psicológico para passar por esse tipo de nervosismo. — Apertou as têmporas com as pontas dos dedos ao mesmo passo em que respirou fundo algumas vezes, na tentativa de se acalmar. Ya Hui levantou em um impulso e caminhou até seus aposentos, procurando alguma roupa adequada para a ocasião. Há quanto tempo ela não sentia essa ansiedade? Certamente um bom tempo. Arqueou a sobrancelha e ajeitou a jaqueta jeans ao corpo assim que encarou seu reflexo no espelho. — Ok, vamos lá.

***

Os ares de Tóquio eram completamente diferentes de Hangzhou. Era curioso a criatividade dos trouxas japoneses, a cada passo dado era um novidade – principalmente no quesito tecnológico. Acima dos incontáveis letreiros em LED e painéis luminosos, o céu estava nublado naquela noite, fazendo a cidade parecer uma pintura abstrata. Diferentes cheiros invadiram as narinas da jovem Zhao assim que a mesma se acomodou em uma mesa perto da janela. O café não estava lotado, mas os ventos gélidos que adentravam o estabelecimento traziam consigo o aroma de café fresco, bolos recém-assados e chocolate quente com certa facilidade. A chuva que começava a cair também tinha seu próprio cheiro. Gotículas de chuva, minúsculas e delicadas, se acumulavam no vidro da janela. Ya Hui encontrava-se entretida com o tempo. A garota de cabelos cinzas piscou para clarear a mente, se afastou da janela e varreu o local com o seu olhar aguçado, analisando as pessoas com certo interesse. Abriu um singelo sorriso assim que avistou a figura da menor entrando no café.

— Ah, sha gua! Hao jiu bú jiàn. — Levantou no mesmo instante em que a garota de cabelos pretos se aproximou mais. A Zhao mantinha o sorriso em seus lábios. A sensação de alívio em ver a mais nova na sua frente, após duas semanas, era indescritível. Abriu os braços e envolveu a cintura da morena, puxando-a para um abraço demorado. — Você sumiu. — Ya Hui se afastou momentaneamente e seu olhar estudou as expressões da outra menina, e a jovem Zhao acabou unindo as sobrancelhas em um sinal de desaprovação evidente. Sem mais delongas, separou o abraço e se acomodou novamente na cadeira, apoiando os braços sobre a mesa de madeira. — Por que, Xiao Jie? — Suspirou fraco, ainda analisando o semblante da garota Guo. — Digo, por que esse silêncio? — A herdeira Zhao nunca soube esconder descontentamentos, muito menos fingir que algo a agradava. Haviam milhares de perguntas que ela gostaria de fazer sobre a ausência da chinesa, mas não era o momento mais oportuno, então Hui limitou-se a manter a expressão de reprovação, tentando entender o porquê Yi Jie havia desaparecido daquela forma.
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Ryujin
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Mensagem por Guo Yi Jie em Qua Mar 06, 2019 6:31 pm
I want you forever 

AM I OUT OF MY HEAD? AM I OUT OF MY MIND?

Faziam algumas semanas desde a última vez que a pequena Yi Jie vira sua melhor amiga, Ya Hui. Era difícil para ela admitir para si mesma que aquele beijo tinha mudado tudo, todo o sentimento que na cabeça da mais nova tinha ido embora, estava ali, mais presente do que imaginava. Era tão complicado ter que evitar sua melhor amiga, sempre ia embora mais cedo das aulas e chegava ainda mais cedo no outro dia para não esbarrar com ela. Queria ser sincera e responder todas as perguntas da mais velha, mas seu medo não permitia, então preferia a evitar. Seu celular vibrava o tempo todo, o dia todo, mensagens e mais mensagens de sua melhor amiga, mas não tinha coragem de responder. Chegara a digitar algumas respostas vez ou outra, mas apagava o mais rápido o possível e desistia no mesmo instante.


Naquele dia ela resolveu retornar, precisava resolver aquilo logo, então em apenas três minutos, ou menos, disse o que queria e onde iriam se encontrar para talvez resolver o que tinha acontecido. Desligou tão rápido, nem parecia que eram amigas a vida toda e que antigamente amavam ficar em longas chamadas pela noite toda. — Coragem Jie, você precisa falar a verdade... — dizia sozinha para si enquanto se arrumava para poder encontrar a mais velha onde tinham combinado.



༝༝༝༝༝



A tarde estava fria, as ruas de Tóquio sempre tão cheias, ali Yi Jie via pessoas de todos os tipos, os prédios de várias formas, os grandes letreiros em neon que chamavam sua atenção, era impossível não sorrir em meio a uma cidade tão cheia de diversidade. Não era um sorriso duradouro, já que assim que se lembrou que não estava ali para se divertir, o mesmo sumiu de sua face, fazendo com que ela escondesse suas mãos nos bolsos de sua jaqueta de couro enquanto caminhava com calma até sua cafeteria preferida - e o clima nublado ajudava toda aquela melancolia -. Observou - ainda do lado de fora - pela janela do estabelecimento, encontrando sua melhor amiga por ali. Desejava saber o que se passava naquela mente tão confusa.



Respirou fundo e tomou coragem de entrar no local, fazendo pequeno sino que tinha na porta tilintar baixo, suave, fazendo com que Guo olhasse para o mesmo, não querendo atrair nenhuma atenção para si, nem mesmo a de sua amiga. Xingou o mesmo em sua mente ao ver a mais velha vir em sua direção e sorriu assim que a ouviu, mesmo que fosse um sorriso mínimo, sentia tanta falta dela.  — Desculpe.. —  Fora tudo o que saíra dos lábios de Yi Jie, recebendo o abraço de Zhau, e sem saber bem como reagir, manteve-se parada, desejando que todo aquele estranhamento passasse. Notou a desaprovação de sua melhor amiga e abaixou o olhar, fitando seus sapatos por alguns segundos.



Não tardou a se acomodar na cadeira da frente, encarando o rosto de Hui, lembrando-se da noite em que a mesma a beijara e sentindo seu coração diminuir em seu peito, não sabendo lidar com aquilo, com aquele momento.  — Você não se lembra mesmo, não é?  —  Disse baixinho, desviando seus olhos do rosto dela, brincando com seus próprios dedos enquanto procurava em sua mente uma forma de contar a ela tudo o que acontecera.  — Você não lembra do que aconteceu naquela festa....  — Suspirou, tentando tomar coragem para dizer o que estava entalado em sua garganta. Yi Jie nunca fora uma garota de sumir sem se explicar, não com Hui, mas era diferente daquela vez, sua cabeça estava confusa e seu coração estava mais ainda, ela não sabia como lidar com aquilo e tampouco sabia como a mais velha lidaria com o ocorrido. Não queria perder Zhau, por isso tinha se afastado, numa tentativa inútil de fazer com que seus sentimentos sumissem.  — Você me beijou, Ya Hui.  — O tom era baixo, a voz já se mostrava embargada e seus olhos, ela não queria que sua amiga os vissem, já se encontravam marejados de certa forma.  

Guo Yi Jie
Ryujin
Localização : hangzhou, china

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Mensagem por Zhao Ya Hui em Qua Mar 06, 2019 8:33 pm
It must be love
When I look at you, the love and instinct in my heart tells me to hurry and confess to you.

— Eu deveria lembrar? — Jogou o corpo para trás, descansando as costas na madeira, e cruzou os braços na altura do peito, cravejando as orbes castanhas nos castanhos da mais nova. — Eu não lembro nem como cheguei na minha casa naquele dia, Jie. — Tombou a cabeça para o lado, dedicando sua total atenção à menina em sua frente. E então, com apenas 3 palavras, Yi Jie foi capaz de fazer o mundo de Ya Hui parar. Um choque percorreu o corpo da mais alta assim que a morena proferiu a última frase, na qual sua voz não saiu mais alta do que um sussurro. Os lábios cintilantes da Zhao, marcados pelo batom vermelho escuro, formaram um perfeito “o” em resposta ao que acabara de ouvir. Hui manteve os olhos grudados na morena, estava totalmente sem reação. A garota de cabelos cinzas engoliu em seco e não se atreveu a se mover nenhum centímetro.

A voz embargada de Jie partiu o coração da mais alta. — Eu... — Ya Hui não estava arrependida de ter beijado sua amiga, longe disso. A Zhao estava com medo pela reação da outra garota. — Xiao Jie... — Sem perceber, a chinesa se levantou e puxou a sua cadeira para se sentar mais próximo da outra. Procurou a mão da Guo e sentiu as batidas do seu coração falharem no momento em que as pontas dos seus dedos se encontram com a pele macia de Jie, e aquela eletricidade passando pelo corpo inteiro de Ya Hui a fez estremecer. — Olha para mim, por favor... — Suspirou fraco e acariciou o dorso da mão da Yi Jie com o polegar. — Me beijar foi uma experiência ruim? Você está quase chorando. — Ditou em um sussurro e riu baixo, tentando quebrar o clima inquietante.

Engoliu em seco novamente. Ya Hui era conhecida por sua promiscuidade e por iludir, mesmo que sem intenção, todas as pessoas com quem mantinha alguma relação. Mas Yi Jie não era uma dessas pessoas. A herdeira Zhao era – e sempre foi – apaixonada pela mais nova. Ela considerava esse sentimento como um tanto perturbador de se sentir, afinal, ela não sabia como lidar com isso. Por mais que ela sempre tentou não amar a morena, em seu pensamento sempre esteve Guo Yi Jie. De alguma forma, quando ela a conheceu, ela soube que seria Jie. Talvez tenha demorado a perceber, mas o fato é que a Zhao percebeu que não importava quanto tempo passasse, com quantas pessoas ela se relacionasse, Yi Jie sempre seria a única em seu coração. — Eu... Eu errei em te beijar? — Entrelaçou sua mão à da chinesa, encarando-a de maneira apreensiva.

Yi Jie era o precipício de emoções que Ya Hui nunca se cansaria de se jogar. Ela era incrível do jeito dela: com seus olhos grandes dotados desse castanho enigmático, o qual nunca permitia que Hui conseguisse decifrar direito o que ela poderia estar pensando. O seu cabelo escorrido escuro, o sorriso meigo e bondoso, ela conseguia fazer todos pararem para observa-la. Sentir o cheiro dela causava dentro de Ya Hui um furacão e no coração uma inundação de amor. O jeito dela fazia a maior se arrepiar de uma forma que não dava para explicar e toda poesia a lembrava da mais nova. Apertou a mão da garota com cuidado e levou a mão livre até o queixo da morena, obrigando-a a olhar para si. —  Você sabe que eu não gosto de te ver chorando, xiao Jie. — Soltou o queixo da menor e limpou a lágrima que escorria pela bochecha dela com o dorso do dedo indicador. — Eu te amo tanto, bao bao... — Ya Hui murmurou, torcendo para que Yi Jie não tivesse ouvido.
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Mensagem por Guo Yi Jie em Qua Mar 06, 2019 9:15 pm



I want you forever 

AM I OUT OF MY HEAD? AM I OUT OF MY MIND?

Doía em Yi Jie saber que ela não lembrava daquele momento que se tornara tão importante para a mais nova. Naquele beijo, naquele momento foi quando a chinesa tivera certeza de todos os sentimentos que ela tentara afastar e procurar em outras pessoas que não fossem Hui, e no fundo ela queria que aquele beijo tivesse significado o mesmo para a outra. — Eu queria muito que lembrasse, Hui. — Fora tudo o que dissera com a mesma voz embargada antes que a outra chinesa pudesse reagir a sua última fala.



Os olhos castanhos em um quase preto profundo, estavam afastados de encarar as orbes castanhas de Zhao e assim ela pretendia ficar. O silêncio por poucos segundos parecia uma eternidade, ela precisava de uma resposta, ela queria ouvir da mais velha como ela se sentia sobre aquilo, mas como ela sentiria algo se ela seque se lembrava? Passou a ponta dos dedos da destra por seus cabelos negros, evitando ainda olhar para a sua melhor amiga, principalmente agora que ela estava tão próxima de si. Revirou os olhos ao ouvir a brincadeira dela, sabia que era uma tentativa de quebrar o clima, mas não tinha como, não naquele momento, Yi Jie queria correr dali e chorar, nada a faria sorrir, pelo menos era assim que ela pensava. 



Tentava engolir todo o choro que queria vir a tona, mas parecia impossível esconder seus sentimentos naquele momento, ela não sabia ser assim com Ya Hui, por mais difícil que fosse para a mais velha decifrar o que pensava através de seu olhar, o coração de Guo era completamente aberto e verdadeiro para Zhao. Sempre correu daquele sentimento, não por amar senti-lo, mas por medo de não ser recíproco. Procurava Ya Hui em cada pessoa que se relacionava, mas tudo o que tinha era seu coração quebrado, e - como sempre - a única que juntava aqueles cacos que pareciam cada vez menores, era sua melhor amiga. Talvez - ou com certeza - Zhao era o único amor de toda sua vida. — Não.. você errou em se esquecer dele. —  O tom era ríspido e seus olhos agora não tinham medo de encarar sua melhor amiga, mas seu coração amolecia a cada segundo que ela passava encarando a mais velha. 



Guo era uma menina que se entregava e ia de cabeça em todo e qualquer relacionamento, ela era a que se iludia e se machucava com facilidade, não se importando em dar chances e perdoar, ela não sabia brincar com as pessoas, não era de se vingar, tampouco de ter rancor, ela era o oposto de Ya Hui. Mas a pessoa que ela mais tinha vontade e queria se jogar de cabeça, era Zhao. Toda confusão, aquele caos que ela era, aqueles sentimentos que ela guardava, Yi Jie queria ser sua calmaria, queria estar ali pra ela ainda mais, não só como amiga, ela queria poder dizer com todas as letras - e com muito orgulho - que era apaixonada por todo aquele caos e que aquele caos nunca seria o motivo para ela ir embora. 



A mão que apertava a sua, as carícias, tudo aquilo vez o coração da mais nova se amolecer ainda mais e se ela achava que era impossível sorrir naquele momento, ela foi enganada, apenas quatro - cinco se contasse com o apelido carinhoso - foram o suficiente para arrancar um sorriso dos lábios de Jie, em meio a lágrimas que rolavam. — Eu também te amo demais, bao bao... — Murmurou de volta encarando os olhos castanhos de sua melhor amiga. — Eu te amo mais do que deveria amar.. de uma forma que talvez você nem queira entender ou vá retribuir, e.. — Pausou para tomar um pouco de ar e tentar - em vão - conter suas lágrimas  —   ...talvez por isso doí tanto em mim saber que não lembra do nosso primeiro beijo... — Continuou e logo o sorriso que tinha em seu rosto sumiu, a voz embargada voltou e um soluço escapara em meio as palavras junto das lágrimas teimosas que agora molhavam seu rosto por completo.









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Mensagem por Zhao Ya Hui em Dom Mar 10, 2019 10:16 pm
I call you moonchild
But right now it's alright to open your eyes because like any movie, any dialogue from a movie, the whole world is blue under the moonlight.

”Eu queria muito que lembrasse, Hui.” Suspirou de maneira profunda ao sentir seus olhos ficarem completamente marejados. Zhao sabia que havia machucado sua melhor amiga, e isso causava um aperto enorme no peito da mais velha. Ya Hui não era de sentir arrependimentos, mas, pela primeira vez, ela era capaz de sentir – em um nível físico – o que estar arrependido significava. ”Não... Você errou em se esquecer dele.” Hui sentiu seu coração se despedaçar ao ouvir essa frase e desejou profundamente que nunca tivesse bebido naquela festa. Ela queria ser capaz de lembrar daquele beijo, o toque que sempre havia desejado e sonhado tão intensamente, a carícia que sempre imaginou receber da única garota com que realmente se importava. Uma lágrima insistiu em rolar pela bochecha da maior, e ela apenas secou a mesma com o dorso da mão livre, descendo seu olhar em seguida para a outra mão, a qual afagava a mão de Jie.

— Me perdoa por ter te machucado dessa forma... — Foi a única coisa que conseguiu dizer ao ver Yu Jie chorando. — Por favor, me perdoa xiao Jie. — Hui não podia conter as suas próprias lágrimas naquele momento. Ao mesmo passo em que sentia as famosas borboletas no estômago e sinos ressoando por sua cabeça devido a declaração da mais nova, Ya Hui também sentia como se uma saraivada de flechas em chamas acertasse seu peito e a única coisa que ela pudesse fazer era aceitar aquela dor e a ardência – que se alastravam –, sem chance de diminuir ou acabar com essas sensações, e logo ela seria consumida completamente pelo fogo, um sinal claro da culpa que estava assombrando a chinesa. — Eu queria ser capaz de lembrar. — Passou o dorso da mão canhota mais uma vez pelo próprio rosto, para secar as lágrimas que insistiam em cair de maneira copiosa.

Ya Hui puxou Yi Jie para mais perto de si e enlaçou carinhosamente o corpo franzino da garota, depositando um beijo demorado em sua testa. — Sabe... Quando éramos menores, por volta dos seus 8 anos, um gege de mais ou menos 17 anos implicou com você. — Inspirou lentamente, enquanto passava a língua sobre os lábios, e sorriu de canto ao lembrar desse episódio. — Você chorou e veio correndo me encontrar. Me contou o que estava acontecendo e pediu minha ajuda. — Hui levou a mão canhota até os cabelos negros de Jie e ajeitou uma pequena mecha, colocando atrás da orelha dela. — Eu tinha acabado de completar 10 anos... Mas, mesmo assim, eu fui atrás daquele gege e briguei com ele, por você, pela minha xiao Jie. — Um riso abafado ecoou pelo local. Por pouco Zhao não havia apanhado aquele dia. — Depois disso, você me abraçou com lágrimas nos olhos e me disse que eu era sua heroína. E isso não teve preço. Defender minha bao bao não teve preço.

Se afastou brevemente, apenas para passar as palmas das mãos sobre sua calça jeans para secá-las. Ya Hui se encontrava desassossegada para fazer o que há muito desejava. Respirou pesado. — Naquele momento que você me chamou de heroína eu percebi e aceitei, pela primeira vez, que eu sentia algo a mais por você. — A mão destra subiu até o rosto feminino e acariciou ali calmamente. — Algo incondicional que fugia de minhas competências de entendimento físico, psíquico e moral para tão pouca idade. — Fechou os olhos e permitiu que um sorriso bobo brincasse em seus lábios. — Mas, agora eu consigo entender, agora tenho certeza. Eu te amo, Guo Yi Jie. Por mais que eu tenha escondido esse sentimento e tentando não sentir isso, você sempre foi o meu único pensamento. — Ya Hui levou um dedo ao queixo da menor e levantou o rosto dela, aproximando o seu em seguida. A proximidade entre as duas permita que Zhao pudesse sentir a respiração pesada de Yi Jie e a proximidade de seus corpos era o suficiente para que ambas pudessem sentir seus corações disparando.

Sem pressa, aproximou seus lábios dos de Jie e, antes que a menor pudesse fazer qualquer movimento, selou seus lábios em um beijo demorado. Hui sentiu as batidas do seu coração falharem no momento em que ambos lábios se encontraram. Um choque percorreu o seu corpo e ela enlaçou a cintura da menor sem desfazer o toque. O beijo era carinhoso, não havia briga por domínio. Era apenas o primeiro encontro depois de tanto tempo de espera. Ya Hui abraçou a garota de cabelo negros como se sua vida dependesse daquilo, puxando-a para mais perto. Beijar Yi Jie pela segunda vez – ou a primeira vez na qual, pelo menos, ela poderia se lembrar – foi como voltar aos seus 10 anos, quando seu sentimento cresceu para algo que não era mais só amor fraterno, mas sim um amor incondicional, onde Ya Hui sempre estive disposta a colocar Yi Jie em primeiro lugar. E naquele pequeno tocar de lábios coube anos de desejo reprimido. A chinesa suspirou lentamente assim que se afastou, encarando a menor timidamente, enquanto sentia sua face ruborizar. — Eu te amo porque você é minha. Eu te amo porque quando você me olha, eu me sinto uma grande heroína, e sempre foi assim. Wo ai ni, bao bao.
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Mensagem por Guo Yi Jie em Seg Mar 11, 2019 3:48 pm
I want you forever 

AM I OUT OF MY HEAD? AM I OUT OF MY MIND?

Por mais que parecessem impulsivas e duras as palavras de Jie para Hui, era tudo o que ela estava sentindo. Era uma dor que nunca sequer tinha pensado em sentir, uma dor maior do que ver e saber que o amor da sua vida esteve com outras, todas as vezes que teve que ouvir dela que tinha alguém em sua vida, mesmo que, partindo de Hui seria apenas uma brincadeira, saber que ela tocava aquelas pessoas, aquilo machucava a pequena Yi Jie, mas ela sempre se manteve calada apoiando sua melhor amiga. Mas naquele momento, aquela dor, aquilo era insuportável. Notava os olhos marejados de Zhao e queria poder limpá-los, abraça-la e pedir desculpas pelas palavras duras, mas queria que ela sentisse o mesmo, queria que ela sentisse aquela dor naquele momento. 



Nunca tinha imaginado se declarar, ainda mais daquela forma, naquele momento, sempre pensou em algo mais romântico, mais bonito, era sua cara fazer coisas românticas, mas sabia que, talvez, aquele fosse o momento certo e se não fosse reciproco, que doesse naquele momento para passar logo e ela viver em paz do lado de sua melhor amiga, mesmo que fosse apenas como sua amiga. Yi Jie se negava olhar para a mais velha, se negava a vê-la chorar, não se sentia bem a vendo daquela forma, mas também não sabia conter suas lágrimas e os soluços que escapavam por entre as lágrimas que rolavam. As pessoas as encaravam, algumas paravam e tentavam perguntar se algo estava acontecendo, mas ela não conseguia responder, queria apenas estar sozinha naquele momento, chorando sua alma se fosse preciso para sentir a dor passar. Ela perdoava Zhao, com certeza e sem sombra de dúvidas, ela perdoava, mas por mais que tentasse falar que a perdoava, as palavras se perdiam em meio ao choro e nada saía por seus lábios além do mesmo. Mesmo que sua vontade fosse fugir, encontrava paz nos braços de Ya Hui e ali permaneceu quando fora puxada para o mesmo, deitando a cabeça contra o ombro dela, com os olhos fechados com certa força, não se importando de molhar o ombro dela com suas lágrimas teimosas. Lembrava daquele dia como se fosse ontem, Zhao sempre seria sua heroína, sempre seria sua maior inspiração para lutar e conseguir o que queria seja como fosse. Um sorriso apareceu em seus lábios ao lembrar de cada momento do acontecido que a mais velha estava contando. Mas para a surpresa de Yi Jie, a última parte, ela nunca esperaria ouvir tais palavras de Ya Hui. 



As famosas borboletas que todos diziam sentir no estômago, Yi Jie sentia um zoológico todo naquele momento, a dor parecia passar a cada segundo que ela ouvia as palavras de Ya Hui. Nunca tinha esperado ouvir aquela declaração, sempre achou que não era recíproco e aquilo tudo fez ela ficar desnorteada. O sorriso bobo aparecia por seus lábios, e as lágrimas de tristeza se tornaram lágrimas de felicidade. Seus olhos agora estava fixos no rosto de sua melhor amiga, ela abria a boca para falar, mas não conseguia dizer uma palavra sequer. Antes mesmo que tivesse por fim uma frase feita em sua mente, pode sentir a respiração delas se entrelaçar e ela não fazia ideia do que estava acontecendo, mas sabia que daquela vez ambas lembrariam daquele momento.



Seu coração parecia que ia arrebentar de seu peito de tão rápido que batia, seus olhos intercalavam entre olhar os dela e seus lábios, mas não demoraram a se fechar, principalmente ao sentir os lábios por fim se encostarem uns nos outros, em um selar demorado que aos poucos se tornou um beijo calmo e repleto de sentimentos que foram reprimidos por anos. A destra da mais nova fora de encontro ao rosto de Zhao, esse que ela acariciava com calma enquanto retribuía o beijo terno que elas trocavam no meio daquela cafeteria, não se importando com os olhares e futuros comentários, era como se só existissem elas naquele momento e Yi Jie desejava que fosse assim pra sempre. Não queria terminar aquele beijo, mas sabia que era necessário agora que o ar faltava para ambas. Sua face encontrava-se rosada e não era pela pouca maquiagem que usava. — Você... está falando sério, não é, Hui? Você realmente sente isso por mim? Eu sempre achei que fosse algo que só eu sentia e... — Tomou ar tentando encontrar as palavras. — E.. eu te amo.. eu te amo porque sou sua e agora sei que você é minha. E você sempre será minha heroína, bao bao. Wo ai ni, tián xīn.  — Corou ainda mais, escondendo seu rosto contra a curva do pescoço de Ya Hui, querendo se esconder, enquanto entrelaçava seus dedos contra os dela, deixando um sorriso contra seus lábios, tendo certeza que ele não sairia dali por nada.









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